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Política

27/02/2020 às 16h39

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Marquinhos

Peixoto de Azevedo / MT

Leitão é lançado ao Senado em MT e PSDB aposta em "fico" de Taques
=Ex-governador de MT avalia ir ao Solidariedade ou Cidadania para concorrer a vaga de Selma Arruda
Leitão é lançado ao Senado em MT e PSDB aposta em
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O PSDB reuniu algumas das suas principais lideranças em Mato Grosso na manhã desta quinta-feira (27) para lançar a pré-candidatura ao Senado do ex-deputado federal Nilson Leitão.


Ao lado dos deputados estaduais Wilson Santos e Carlos Avalone, do ex-governador Rogério Salles, da prefeita de Chapada dos Guimarães, Telma de Oliveira, de vereadores e outras lideranças, todas do PSDB, Nilson Leitão ouviu dos aliados que sua candidatura deve atender o “campo” e a “cidade”. O encontro ocorreu na sede do Diretório Estadual do Partido, em Cuiabá.


Um outro “cacique” do PSDB no Estado, porém, também tomou boa parte das conversas entre os políticos e jornalistas que acompanhavam a reunião: o ex-governador Pedro Taques, que acabou ficando em 3º lugar quando disputou a reeleição ao Poder Executivo Estadual, em 2018. Nas últimas semanas, matérias e notas publicadas em sites relatavam um suposto interesse de Taques em disputar a eleição suplementar ao Senado que deve ocorrer no dia 26 de abril de 2020, em Mato Grosso.


Com o objetivo de manter a “unidade” do partido em torno de Nilson Leitão, porém, o deputado estadual, e presidente do PSDB no Estado, Carlos Avalone, acabou isolando mais ainda o ex-governador Pedro Taques – que desde a derrota em 2018 vem ocupando um papel “coadjuvante” na sigla. Avalone contou que o PSDB já tinha conhecimento do interesse de Leitão na candidatura ao Senado desde novembro de 2019.


“O ex-governador Pedro Taques, está nos nossos quadros, para nós é uma satisfação tê-lo no PSDB. No final de novembro nós fizemos uma reunião lá no hotel Paiaguás [em Cuiabá] onde estávamos discutindo a sucessão do Diretório Estadual do PSDB”, conta Carlos Avalone.


“Alguns colegas colocaram que o nosso prefeito de Cáceres [Francis Maris] era pré-candidato, e o vereador Guinâncio, de Rondonópolis, também era pré-candidato. O Nilson falou com os dois, que retiraram a candidatura, autorizando o Nilson Leitão a trabalhar a pré-candidatura”, revelou o deputado estadual.


Na sequência, Avalone contou que o próprio Pedro Taques havia dito pessoalmente a ele, e ao também deputado estadual, Wilson Santos, que não tinha interesse em disputar a eleição suplementar ao Senado. O ex-governador, entretanto, informou que continuaria a “conversar” com Leitão.


Nesse sentido, o presidente do PSDB nega que Pedro Taques não teria sido ouvido na composição de apoios a Nilson Leitão.


“No dia 12 de fevereiro, na presença de muitos de vocês que estão aqui, houve a sucessão aqui na presidência do PSDB. Naquele momento nós fizemos a discussão interna e autorizamos a pré-candidatura do Nilson Leitão para o Senado da República. Então não existe momento nenhum em que Pedro Taques não foi ouvido”, explicou Avalone.


O ex-governador Pedro Taques, contudo, não parece totalmente satisfeito com o seu papel dentro do partido. Carlos Avalone contou, ainda, que Taques ligou na manhã desta quinta-feira informando que não queria “atrapalhar” nem o PSDB, e nem Nilson Leitão, e que ainda estaria “avaliando” o cenário – indicando uma possível saída da sigla.


Avalone, por sua vez, garantiu que “trabalha” para que Pedro Taques fique no partido. Ele lembrou o ex-governador que espera que ele esteja ao lado do grupo nas eleições ao Senado, assim como todas as lideranças do PSDB “sempre estiveram” apoiando Taques.


“Eu estou trabalhando para que ele fique. É importante que ele fique. Se ele tiver pensando em sair, eu espero que ele não saia. Eu espero ele esteja com a gente nessa briga, nessa batalha, nessa guerra. Nós precisamos de todos os soldados e principalmente dos generais. Ele é um desses generais que nós gostaríamos de tê-lo ao nosso lado nesse momento difícil até porque nós todos sempre estivemos ao lado dele”, garantiu Avalone.


Nos bastidores, comenta-se que Pedro Taques estaria conversando com o Solidariedade e o Cidadania (antigo PPS).


Leitão é um dos nomes mais fortes do PSDB no Estado. Além de ter sido eleito para dois mandatos como deputado federal, ele também já foi prefeito de Sinop, a "Capital" do norte de Mato Grosso, em duas oportunidades.

FONTE: FOLHAMAX

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